IMONIANA, Joshua Onome. Auditoria de sistemas de informação. – 2. Ed. – 2. reimpr. – São Paulo: Atlas, capítulo 9, p. 112-123, 2010.
Resenha:
Joshua Onome Imoniana, graduado em Contabilidade e Auditoria pelo College of Commerce – Warri e Institute of Management & Technology (Lagos, Nigéria). Mestre e doutor em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
Auditoria de Controles de Acesso
As tarefas de desenvolvimento, implementação e acompanhamento de políticas de segurança de informações, compõem as atividades de controle de acesso lógicas às informações, softwares e dados. Essa tarefa é de total responsabilidade do Administrador de Segurança de Informações. Segurança de acesso lógico refere-se à proteção dada pelos recursos tecnológicos de um ambiente de sistema computadorizado contra acessos não autorizados aos dados ou informações não permitidas aos usuários específicos, com exceção do proprietário. Normalmente a regra de need-to-know é aplicada uma vez que somente aquele usuário que tenha necessidades operacionais terá acesso.
O controle de segurança de acesso é feito com auxílio de senhas individuais. O uso de senhas e números de identificação é um controle efetivo em um sistema on line para prevenir o acesso sem autorização a arquivos de sistemas. A entrada de senhas ou número de identificação é um jogo pré-programado de perguntas pessoais que pode ter, além do uso de distintivos, cartões magnéticos ou leituras ópticas, outras formas como palma da mão, retina etc. Até o momento o capítulo mostra uma objetividade sem igual, em se tratando do assunto controles de acesso. Ao chegar ao termo need-to-know, o autor comete um deslize ao não deixar explicito o que realmente significa. Apesar de ser intuitivo, pois, a tradução ao pé da letra é “necessita saber”, ficou bastante vago para quem fizer uma leitura singular. A técnica need-to-know, diz respeito às informações que só podem ser acessadas se o usuário tiver uma necessidade específica operacional para fazê-lo, mesmo que tenha todas as aprovações necessárias oficiais tais como um certificado de segurança.
A todo usuário pode ser concedido um cartão de segurança para lhe permitir acesso quantas vezes quiser, mas atentando para as características dos acessos (data, tempo, duração etc.). Uma senha não pode ser exibida quando é digitada num teclado, necessitando uma máscara para esconder seus caracteres. Isso é um dos filtros para autenticar que aquela senha só é conhecida pelo seu próprio usuário. O texto volta a ser mais objetivo, fazendo a leitura ficar mais leve. Explicando várias formas de controles de acesso e citando algumas tecnologias usadas para isso, o autor deixa muito bem explicado as características elementares, mas de extrema importância, dessa atividade. Quando um login é digitado, o usuário atravessa um processo de indagação resultante da autorização e autenticação para provar que é realmente a pessoa que jura ser. Ou seja, pelo conhecimento de uma senha ou característica que possua ou equipamento de que tem posse para confirmar o autor intelectual ou proprietário de dados que reivindica acessar.
Após a aceitação das provas, o sistema libera ou restringe todos os recursos disponíveis ao nível de acesso que o login se enquadra. A restrição do acesso pode ser feita com várias abordagens, desde as mais simples até as mais complexas e sofisticadas tecnologicamente. As tecnologias de biometric estão bastante avançadas a respeito. A essas tecnologias, as características fisiológicas que podem ser avaliadas incluem impressões digitais, padrões de rotina, geometria de mão, dinâmica de assinatura, fala e dinâmica de batida de tecla ou, até a mais discutida recentemente, o cheiro. Para ter eficácia no procedimento de controles de acesso lógico, recomenda-se adquirir e implementar softwares de segurança de informações, tais como: Access Control Facility (ACF2), Top Secret, Resource Access Control Facility (RACF) entre outras, diversidade de softwares existentes no mercado. Estes devem ser customizados para atender as políticas de segurança de cada organização. Uma função de segurança bem controlada tem mecanismos para restringir o acesso físico e assegura a segurança de informações. Perdas de meios físicos de arquivos de dados, alterações não autorizadas, ou controles programados ineficientes, podem indicar ineficiência no controle da segurança de acessos lógicos. Objetivos de auditoria de controles de acessos
Há dois aspectos importantes considerados para avaliação dos controles de acessos às informações, que são acesso físico e acesso lógico. O acesso físico diz respeito ao controle sobre o acesso físico ao hardware, o acesso lógico diz respeito aos recursos de sistema, incluindo os dados, processamento de programas e transações. O controle de acesso pode ser particularmente importante em clientes com sistemas complexos que tenham numerosos controles programados ou executem autorizações automáticas e rotinas de aprovação para contabilizar transações. Para execução de auditoria de acesso lógico, várias perguntas devem ser feitas. Deve-se saber se a empresa possui rotinas de aprovação e autorização automática que podem causar a movimentação de grande quantidade de ativos, incluindo caixa, investimentos ou estoque, se as competências exigidas dos funcionários são disponíveis no ambiente que o sistema operará, dentre outras informações pertinentes. No ambiente de sistemas de informações contábeis há frequentemente chamadas para testes de compatibilidade de funções antes de liberação de acessos, pois a permissão de acessos para funções incompatíveis abre uma brecha para desfalque ou possibilidades de desvios materiais.
Como o controle de acesso visa amenizar os riscos de perdas relevantes, ele deve funcionar em consonância com outros controles existentes na empresa ou quando estes demonstram falhas que outros controles independentes consigam reduzir os efeitos. Nas questões referentes à transmissão de dados, o recurso de criptografia é aplicado principalmente devido a facilidades de se transferir fundos e atualizar contas internacionais hoje em dia. Ao aplicar funções de callback, é necessário que uma usuária remota chame o computador, dê identificação, desligue e espere pelo computador para chamar o número autorizado do usuário de volta. Em certos casos, alguns dispositivos físicos poderiam ter seus acessos restritos, logicamente visto que se permitir seu acesso poderia permitir instalação de outros tipos de softwares que são facilitadores de acessos lógicos, uma vez que têm acessos propagados, ou seja, estendidos além de seus limites naturais. Por exemplo, um usuário que não tem relacionamento entre as atividades exercidas ao acesso requerido, evidentemente terá acesso negado, mesmo quando uma senha válida for usada para fazer tentativa de acesso.
O capítulo Auditoria de Controles de Acesso do livro Auditoria de Sistemas de Informação é bastante sucinto no assunto tratado, além de requerer um pré-conhecimento técnico na área ou uma leitura de outros textos para complementação das informações passadas. Ao decorrer da leitura percebe-se que existe várias formas de perder o controle de acessos a sistemas totalmente restritos, ou parte deles (nível de acesso). Isso fica bastante claro quando é afirmado que o controle de acesso visa amenizar os riscos de perdas relevantes e que ele deve trabalhar em consonância com outros controles existentes na empresa. O autor trata de muitos tópicos que possibilita a auditoria de controles de acesso. Se o objetivo da leitura é apenas um conhecimento das principais formas de perdas de controle e das principais formas de evitar e amenizar essas perdas, o texto conseguiu alcançá-lo mesmo forçando o leitor a recorrer a outros textos para entender expressões técnicas. Para expandir o conceito do assunto, poderia explanar sobre a criptografia como forma de reconhecer a pessoa autorizada a acessar certa informação ou sistema. Na maioria das vezes o intruso no sistema não está no outro lado da comunicação, e sim no meio. O ouvinte (intruso mal intencionado) usa de técnicas computacionais para conseguir quebrar a criptografia existente nos pacotes de comunicação entre o sistema e o usuário. O autor poderia ter citado o vírus como forma de danificar o sistema, e possibilitar a invasão de terceiros não autorizados. De forma geral a leitura se torna de grande valia, para quem esteja se introduzindo na área de segurança, pois, mostra o caminho que deve percorrer e algumas ferramentas que deve usar um auditor de sistemas.
Autor da resenha: Samuel Mendes Ferreira, acadêmico do 5º período do curso de Sistemas de Informação da Facomp – Faculdade de Computação de Montes Claros.
RESENHA DO ARTIGO SOCIEDADE DE CONTROLE E DO FILME O INIMIGO DO ESTADO
COSTA, Rogério da. Sociedade de Controle. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, p. 161-167, 2004.
O inimigo do estado. Direção: Tony Scott. Produção: Jerry Bruckheimer. Roteiro: David Marconi. Intérpretes: Will Smith; Gene Hackman; Jon Voight; Regina King; Lisa Bonet e outros. Touchstone Pictures; Jerry Bruckheimer Films, 1998 (131 min.).
Resenha:
Rogério Costa Filósofo, professor na Pós – Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, Coordenador do Laboratório de Inteligência Coletiva.
O filme Inimigo do Estado é uma história do advogado Robert Dean (Will Smith) que recebe do seu amigo acidentalmente uma fita com a gravação do assassinato de um senador. O político era contra o programa de segurança nacional na qual dava direitos ao governo americano de monitorar as pessoas e invadir sua privacidade. O chefe de segurança nacional, autor do crime, coloca toda agência atrás de Dean, utilizando o que há de mais moderno para tentar capturá-lo. São usados todos os tipos de escuta, até o uso de um satélite. Dean encontrava Rachel Banksm (Lisa Bonet) que intermediava a negociação de informações com Brill (Gene Hackman). Quando Dean é perseguido, a agência de segurança americana faz de tudo para arruinar a sua reputação até assassinando Rachel para incriminá-lo. Durante sua fuga, Robert encontra com Brill, que era um funcionário da agência, e um perito em comunicação. Eles acabam ajudando Robert a provar sua inocência com os mesmos recursos usados contra Dean.
O artigo Sociedade de Controle faz um comparativo entre a sociedade disciplinar, que iniciou no século XVIII, e o surgimento da sociedade de controle. A sociedade disciplinar é caracterizada por espaços distintos, onde esses espaços são bem definidos. Por outro lado, os espaços na sociedade de controle não são bem delimitados, provocando sua “invasão”. Com a ascensão da sociedade de controle, os indivíduos passaram a serem vistos como um número. As senhas passaram a ser o passaporte para ter acesso a dados pessoais. Através desses códigos, a sociedade e o seu padrão de comportamento são monitorados. A interceptação e mensagens não é recente. Porém foi no período da Segunda Guerra que surgiu um sistema de monitoramento planetário para capturar e analisar todos tipos de mensagens: o sistema Echelon, que no tempo Guerra Fria foi mudando seu foco de espionagem militar para prevenir o tráfico de drogas, e atualmente, nos Estados Unidos é usado contra o terrorismo. Com a evolução da tecnologia, várias instituições passaram a ter esse tipo de controle. O controle sobre as mensagens passou a ser um pouco dificultado a partir do momento em que a criptografia das informação avançou bastante.
O artigo mostra quando compara os dois tipos de sociedade, e faz isso muito bem, que o poder não é mais único como na sociedade disciplinar. Essa vigilância que sofremos hoje não é apenas pelas senhas que usamos. O CPF também é bastante usado, já que por ele podemos saber de todas as nossas movimentações. Um dos principais meios de controle é o computador, que através do IP é possível rastrear tudo o que foi feito, principalmente através da internet. Mas não podemos esquecer-nos dos caixas de banco, do uso do cartão e das inúmeras câmeras de segurança espalhadas pelos lugares.
O autor do artigo comete o erro de uma descrição demasiada negativa, quando se esquece de lembrar-se das vantagens da sociedade de controle sobre a sociedade disciplinar, apesar de que, se formos colocar as vantagens e desvantagens em uma balança, nunca formaria uma equação. As grandes massas populacionais não aceitaram todo esse controle sem receber nada em troca. Afinal, ás vezes nós temos que ser assegurados até de nós mesmos para manter a ordem. O que acontece é que essa vigilância tornou-se excessiva e está cada vez mais invadindo nossa privacidade. Já o filme, é no momento em que o governo começa a bloquear os cartões de créditos do personagem Dean e de sua esposa, que ele realmente percebe que está sendo vigiado e punido. Em uma análise geral do filme, O inimigo do estado, mostra que até o próprio Dean usava alguns meios da sociedade de controle para conseguir provar a culpa de certos criminosos, e também para sair da situação crítica em que se encontrava no final da trama.
Um bom ponto que se trata no filme e no artigo, é quanto ao uso da tecnologia. No artigo é constatado que, quanto maior a tecnologia de comunicação e o uso de diversos meios de comunicação, mais fácil se tornam as formas de vigiar e controlar a sociedade. O filme mostra o quanto o governo está focado nas tecnologias atuais em uma cena quando o personagem Brill fala com o Dean, que ele usa aparelhos eletrônicos e meios de comunicação antigos, pelo fato do rastreamento e interceptação das mensagens se tornarem mais difíceis de serem realizados em tais equipamentos.
O drama que Dean vive no filme, nos faz refletir que para uma pessoa ser localizada basta usar um dispositivo eletrônico. São usados câmeras, microfones, telefones celulares e cartões de crédito para indicar onde a pessoa está além dos satélites que podem visualizar as pessoas em qualquer lugar do planeta com pouca margem de erro.
O filme Inimigo do Estado nos mostra claramente o poder de monitoramento dos governos. O advogado Robert Dean é perseguido de várias formas, inclusive através de um telefone público. Pode-se verificar no artigo Sociedade de Controle, no sistema Echelon, na qual no primeiro momento era usado para espionagem, e hoje muitas vezes é colocado sobre o pretexto que esse controle é para a segurança. O artigo nos mostra claramente que através desse controle, nossos hábitos são usados para mostrar como nos comportamos, e na maioria das vezes essas informações são usadas para nos enviar oferta de produtos. Um exemplo de controle de comportamento é quando a agência de segurança previu que Dean se encontraria com Rachel e preparou todo o aparato para monitoramento da conversa, e logo depois assassinara para colocar a culpa no advogado, uma vez que ela sabia que ele a procuraria. Outro fato comum entre o artigo e o filme é o satélite, pois é um dos maiores meio de controle, uma vez que Robert era localizado em todo lugar que se escondia, pois o satélite localizava-o em qualquer parte, auxiliado pelos dispositivos de GPS colocados em seus objetos pessoais. O programa TIA que é abordado no artigo que está sendo implantada com o discurso que é para monitorar as redes terroristas. No entanto, como vai descobrir quem é e quem não é? Por isso será monitorar toda a população. O fato é que não temos como não sermos controlados, porque a tecnologia nos traz um conforto que muitos não querem perder.
Autores da resenha:
Elton Ricardo, acadêmico do 3º período de Sistemas de Informação na FACOMP - Faculdade de Computação de Montes Claros
Felicíssimo Ribeiro Neto, acadêmico do 3º período de Sistemas de Informação na FACOMP - Faculdade de Computação de Montes Claros
Samuel Mendes Ferreira, acadêmico do 3º período de Sistemas de Informação na FACOMP - Faculdade de Computação de Montes Claros
Para todos que cursam Sistemas de Informação(SI), e se encontram um pouco perdidos, encontrei um texto na net que esclarece onde o profissional de SI pode estar atuando e alguns títulos/cargos que podem ocupar.
Gostei da informação então decidi postar aqui no blog. Segue abaixo:
O Profissional Em Sistemas de Informação
1. Campos de Atuação
O profissional de Sistemas de Informação poderá atuar no mercado de trabalho, em empresas de todos os portes, públicas ou privadas, em todos os seguimentos de negócios (indústrias, bancos, prestação de serviços, comércio, terceiro setor etc.), exercendo as seguintes funções:
a. Projetar, adquirir ou desenvolver, implantar e dar manutenção em produtos de software como sistemas de informação, utilitários e outros tipos de programas de computador. b. Planejar e gerir o fluxo de informações geradas e distribuídas por computador, úteis para os diversos níveis hierárquicos de uma organização, na tomada de decisões e no registro e controle das principais variáveis do negócio. c. Implantar e administrar bancos de dados adequados à armazenagem e recuperação das informações. d. Definir configuração de máquinas, redes e equipamentos auxiliares, buscando a melhor relação custo/benefício dos investimentos a serem realizados na área de Sistemas de Informação e Tecnologias da Informação. e. Definir configurações de equipamentos e suas conexões para a comunicação de dados e voz, através de dispositivos tecnológicos que tragam a imbricação de computadores e telecomunicações. f. Definir configurações, implantar e administrar redes de computadores, atentando para os aspectos de velocidade (desempenho), de disponibilidade do serviço, de acesso às informações necessárias e da segurança das informações armazenadas. g. Planejar de maneira estratégica os investimentos necessários para a infra-estrutura em Sistemas de Informação e Tecnologias da Informação, buscando obter retorno dos investimentos através da obtenção de diferencial competitivo para os negócios da organização. h. Fazer a prospecção de novas tecnologias da informação e auxiliar na sua incorporação às estratégias, planejamento e práticas da organização. i. Criar, implantar e gerir políticas para o uso eficiente e seguro dos recursos de Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação disponíveis na organização. j. Treinar usuários para a correta utilização de programas de computador (sistemas de informação, sistemas operacionais, utilitários etc) bem como o uso eficiente do computador e suas técnicas operacionais.
2. Funções que Exerce
O profissional de Sistemas de Informação ocupa, entre outros, os seguintes cargos nas empresas:
- Projetista de Sistemas de Informação - Analista de Sistemas/Analista de Negócios em Sistemas de Informação - Projetista/Desenvolvedor de Softwares em geral - Administrador de Bancos de Dados - Administrador de Redes de Computadores - Gerente de área de Sistemas de Informação/Tecnologia da Informação - Auditor de Sistemas de Informação - Consultor/Assessor na área de Sistemas de Informação - Empresário na área de Sistemas de Informação/Tecnologia da Informação
3. Papel do Egresso na Sociedade
O egresso do Curso de Sistemas de Informação da FACECAP deve ter condições de assumir um papel de agente transformador do mercado, sendo capaz de provocar mudanças através da incorporação de novas tecnologias na solução dos problemas e propiciando novos tipos de atividades, agregando:
a. Domínio de novas tecnologias da informação e gestão da área de sistemas de informação, visando melhores condições de trabalho e de vida. b. Conhecimento e emprego de modelos associados ao uso das novas tecnologias da informação e ferramentas que representem o estado da arte na área. c. Conhecimento e emprego de modelos associados ao diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação de projetos de sistemas de informação aplicados nas organizações. d. Visão humanística consistente e crítica do impacto de sua atuação profissional na sociedade e nas organizações.
Esta matéria foi retirada do site: http://bsi.cneccapivari.br/?q=node/34 às 12:43 do dia 07 de março de 2010
Olá a todos que estão visitando o blog! Gostaria de agradecer a todos que leram, e em especial os que deram suas opiniões. Hoje venho trazer um link do site da Globo, que meu colega Elton me enviou, onde tem uma reportagem que pode completar e enfatizar um pouco mais minha indagação sobre treinamento profissional através de simuladores.
Este é o link: http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1516463-16021,00-OS+MAIS+VARIADOS+SIMULADORES+COMPUTADORIZADOS.html
Nota: Essa matéria foi exibida no Jornal da Globo posteriormente a minha matéria lançada no blog.
DIFERENCIAL DOS PROFISSIONAIS QUALIFICADOS, AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS EXPERIMENTAIS E OS SIMULADORES ELETRÔNICOS
Ao analisar a demanda do mercado profissional de hoje, cheguei a uma conclusão que, a cada dia que passa fica mais difícil conseguir entrar em uma área profissional por falta de experiência. Em maior parte dos casos um profissional júnior, conseguiu o trabalho por ter um Q.I. (quem indica) forte, ou por ter conseguido ótimos estágios enquanto estudante, conseqüentemente boa experiência, ou por ter habilidades e potenciais perceptíveis a qualquer olheiro da área específica, ou enfim, por muito, muito esforço e persistência. Alguns podem ficar tristes, outros até entrar em desespero, no entanto o fato é que, se queremos algo, nada mais justo do que nos esforçarmos para consegui-lo, afinal, assim é que damos valor aos frutos colhidos.
A qualificação também é um fator de peso no momento de entrar no mercado de trabalho, sem querer tratar de ter apenas diplomas, e sim qualificação real, o “saber fazer”. Já conversei com algumas pessoas que trabalham em setores de recrutamento, e quase sempre elas afirmam que, no caso do profissional com formação superior, as empresas exigem apresentação do diploma da faculdade (o que é óbvio), mais por conta da proteção a classe profissional, porém, no que se diz “extra”, elas só precisam descobrir se a pessoa sabe. Não adianta ter curso de 5 anos de Inglês em uma das melhores escolas do país, sendo que no final, a pessoa ainda está no nível intermediário (o que mais se vê por aí) e não irá cumprir as necessidades da empregadora. Caso a pessoa coloque no currículo que tem Inglês fluente, a empresa diz apenas uma coisa: - Prove? - se for verdade o indivíduo prova e assunto encerrado. A pessoa sabe, e é o que a empresa precisa e ponto.
Vamos resumir? A empresa quer mesmo é o profissional que irá resolver o problema dela. Lógico que ainda existe o diferencial por conta dos cursos extras, mas se na hora da “prova” a pessoa não conseguir provar nada, assunto encerrado, desclassificado. Dica: Não queira apenas encher o currículo de certificados, mas sim, encher a cuca de conhecimentos.
A experiência é um assunto divino, nada melhor para aprender do que experimentar. A evolução depende das experiências. Os humanos, de forma generalizada, temem o que não entendem, às vezes sendo superado pela necessidade ou sede de desafios, e o ato de experimentar introduz em nosso sensor de realidade uma proximidade com o entendimento. Eu denomino sensor de realidade, como sendo uma ferramenta em nossa mente que traduz informações inteiras, produzidas através de dados captados pelos nossos seis sentidos, sim, seis sentidos porque incluo a intuição. Para entender melhor, é aquele momento em que começamos a conseguir ligar fatos e o novo conhecimento começa a fazer sentido ou não.
Experiência. Ela é um dos principais elementos que aterrorizam a iniciação em uma jornada profissional. O mercado está concorrido, as empresas exigem experiência, o profissional júnior não tem. Problema? Sim, problema. Com isso ao invés de contratar o júnior por aptidão e pagar a mesma quantia após certo período de experiência (90 dias é o correto), acontece diferente, a empresa contrata o profissional a preço de banana e às vezes assinam o contrato até com outra função por conta dos órgãos de fiscalização. Desvalorização da área, esse é o problema gerado pela falta de visão e pensamento social evolutivo das empresas, claro que existem exceções, para nossa alegria e esperança.
Vamos chegar então no porque da minha indagação desses assuntos, relacionando-os com simuladores eletrônicos.
Apesar de ser surpresa para muitos, atualmente, usa-se muito da tecnologia de realidade virtual, simuladores com Inteligência artificial, variáveis e elementos bem próximos dos acontecimentos reais, para treinamento de profissionais em diferentes áreas. Exemplo disso é o simulador de corrida da Ferrari, onde o piloto controla o jogo dentro de uma réplica do carro de F1 da equipe. Este simulador chega até ser avançado de mais para a realidade da maioria das companhias, é de orçamento milionário por causa da integração de hardware de alta tecnologia e software de alta precisão. Um simulador que é muito conhecido é o Flight Simulator (vídeo 1), simulador de vôo da Microsoft, é muito utilizado para treinar pilotos de avião. O ponto “X” é que diferença isso poderá trazer a nossa realidade, e o quanto irá amenizar o problema da falta de experiência. No ano passado (2009), no segundo semestre, o SBRAE lançou em seu site um concurso onde os participantes universitários formavam uma equipe simulando ser uma pequena empresa, todo o processo foi realizado em um simulador de empresa. No caso foi utilizado um aplicativo web onde os participantes tinham que entrar diariamente para solucionar problemas que estavam acontecendo na empresa. Chegando ao final da simulação, a equipe que melhor conduziu a sua empresa e que mais cresceu, ganhou o concurso recebendo premiação e certificado. Sem sombra de dúvidas a experiência dos participantes do concurso é totalmente válida e pode vir a ser um grande diferencial.
1-Vídeo do vôo de Roma para Ibiza no Flight Simulator X da Microsoft
É preciso fazer uma avaliação técnica do impacto que esta experiência causou nos participantes, definindo assim uma escala de aproveitamento do conhecimento adquirido. Acho um pouco difícil chegar a ter 100% de aproveitamento em uma simulação, se comparado com a realidade, mas, podemos chegar bem próximo disso, por isso é importante existir essa escala, para saber medir corretamente as experiências, e avaliar cada qual com seu peso.
O intuito dessa abordagem é fazer despertar o interesse de pesquisas sobre a integração de experiência e simuladores, e atentar ao fato da dificuldade de aquisição de experiência profissional, vendo que muitas vezes até o estágio sem remuneração é difícil de encontrar. Mas antes de finalizar vou citar outro exemplo de simulador muito interessante, ele se chama IT Manager III: Forças Invisíveis (vídeo 2), este é um simulador de empresa de Tecnologia da Informação desenvolvido pela Intel, onde o jogador assume o papel de um gerente de TI de uma pequena empresa com ambições globais.
2-Trailer de apresentação do IT Manager III: Forças Invisíveis da Intel
Este simulador é bem interessante, pois, simula o começo da carreira de um gerente de TI até toda sua evolução na empresa. Com o crescimento da empresa, novos e maiores escritórios serão construídos e o desafio para o gerente (jogador) vai crescendo cada vez mais. Neste simulador existe até um tipo de medidor de stress do gerente, o que realmente é uma realidade nessa profissão, caso não tome os cuidados devidos. Estou pensando em fazer uma análise desse jogo simulador e postar aqui, e explicar os detalhes mais profundamente, entretanto vou ver até que ponto será produtivo e interessante, antes de decidir.
Em fim, está ai, tudo o que eu descrevi foi com base em leituras, acontecimentos reais e na vontade de desenvolver uma pesquisa nessa área, para saber até onde tudo o que penso faz sentido. Com certeza há uma tendência notória, para cada vez mais os simuladores serem usados, tanto para testes, quanto para desenvolvimento de habilidades tais como: tomada de decisão, discernimento, atitude, equilíbrio e até mesmo aptidão com uso de tecnologia e informática.
Olá, sejam todos bem vindos! Espero que gostem do que irão ler e ver por aqui. Fiquem a vontade!
Bem, meu nome é Samuel Mendes Ferreira (Samuel Brazil) sou acadêmico do 3º período de Sistemas de Informação da FACOMP - Faculdade de Computação de Montes Claros. Criei este blog a fim de mostrar um pouco dos meus trabalhos, que irei realizar a partir desse primeiro semestre de 2010. Apesar de ser um blog voltado para projetos, estudos, orientações, tutoriais, artigos etc., também vou escrever um pouco sobre acontecimentos da minha vida, assim como nos blogs pessoais, com o intuito de sempre estar produzindo algo e praticando o ato de escrever (digitar, melhor dizendo).
Hoje, 16/02/2010 exatamente às 20:25, decidi colocar em prática uma idéia que já estava em minha cabeça faz algum tempo. O nome do blog "EFEITO - ESTUDOS E PESQUISAS" é antigo e já tinha até me esquecido desse nome quando hoje, decidi efetivar essa idéia (de ter um blog) e me deparei com uma surpresa, no momento que entrei para criar o blog no site da UOL eu esperava configurar tudo, escolher o nome, o template etc. mas percebi que eu mesmo já havia criado e configurado e estava pronto para escrever o primeiro post. Bem todos vão achar o fato estranho, mas, a única coisa de que me lembrei foi de já ter pensado nesse nome antes, e nada mais.
Vamos então chegar ao ponto chave do primeiro post oficial do blog "EFEITO", é como quero que conheçam o blog, apenas "EFEITO". No endereço está "bibliotecaefeito.zip.br", no título "EFEITO - ESTUDOS E PESQUISAS", no 1º caso por conta da indisponibilidade de ser apenas efeito, entretanto acabei gostando, no 2º caso por conta de descrever brevemente do principal foco do blog. Em todo caso as palavras estudo, pesquisa e biblioteca estão bem relacionadas entre si. Em fim, quero esclarecer sobre o foco do blog. Essa idéia partiu da minha insatisfação de estar cursando uma faculdade, estar no 3º período, e não ter produzido nada de interessante até o momento, resumindo 1 ano e 1 mês em apenas trabalhos simples, sobre arquitetura de computadores, redes, algoritmos e programação, matemática computacional etc. e respostas/resoluções em avaliações. Aproveitando que estarei cursando a disciplina "Metodologia Científica" neste período, nada melhor do que colocar em prática tudo o que eu aprender neste semestre. Quero estar desenvolvendo desde matérias simples e tutoriais, até pesquisas e artigos nas diversas áreas do conhecimento e postando primeiramente aqui no "EFEITO", claro que sempre darei preferência para área de computação e tecnologia. Quero pedir a ajuda de todos, pois, apenas minhas produções não serão o bastante para rechear o blog de conteúdo interessante. Pelo fato de eu estar cursando Metodologia Científica neste período, pelo menos um artigo nos próximos 4 meses devo postar aqui.
Finalizando, estarei escrevendo de tudo um pouco aqui no blog, deixando claro que será um passa tempo para não deixar o blog parado, e sempre todos os futuros leitores estarem em contato comigo, digo "futuros" porque até agora o único que sabe da existência do blog sou eu '^_^.
Até mais pessoal, e já estou pensando em um tema para discutirmos e trocarmos opiniões.